5ª Edição do Prémio de Jovens Investigadores da AIHM










Venha Visitar o Campo de Batalha
Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota
em exibição exclusiva no auditório Alexandre Patrício Gouveia, CIBA
Nuno Álvares Pereira
em exibição exclusiva no auditório Alexandre Patrício Gouveia, CIBA
A Batalha Real
Visitas
Explore o Campo de Batalha
A descoberta da Batalha de Aljubarrota acontece em 3 salas interativas e no espaço envolvente ao edifício, o outrora campo de batalha.
No interior do Centro é possível viajar no tempo através de um espetáculo multimédia, encontrar armadilhas e ossos de combatentes com mais de 600 anos, assim como manusear réplicas de armas da época.
A exploração do exterior é feita através de um percurso lógico e coerente, de forma a tornar clara e percetível a leitura do local onde decorreu esta batalha em 1385, sendo possível percorrer parte do Campo e reconhecer a posição inicial dos exércitos.
Livros
Conheça as nossas Publicações
Aprofunde o seu conhecimento e explore a história fascinante da Batalha de Aljubarrota através dos nossos livros.
Escolas
Ligar o Passado ao Presente
A vitória do exército Português na Batalha de Aljubarrota é um momento muito especial na história e independência de Portugal, e o CIBA (Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota) tem o privilégio de ocupar uma pequena área desse campo onde outrora se confrontaram Portugueses e Castelhanos.
O Campo de Batalha é uma “sala de aula” ampla que proporciona um encontro extraordinário com a cultura Portuguesa. A exposição, os vestígios, as réplicas de armas e o espetáculo multimédia ajudam os alunos, in loco, a compreenderem a importância da força de vontade, da estratégia e a coragem dos soldados na época medieval.
À visita ao CIBA podem também associar-se atividades de cariz radical, plástico e lúdico.
5ª Edição
Prémio de Jovens Investigadores da AIHM
Associação Ibérica de História Militar e da Fundação Batalha de Aljubarrota
Decisão do Júri para o Prémio de Jovens Investigadores da AIHM (Associação Ibérica de História Militar e da Fundação Batalha de Aljubarrota. Quinta Edição (2026)
Em Dezembro de 2025, a Associação Ibérica de História Militar (Séculos IV-XVI) e a Fundação Batalha de Aljubarrota, formalizaram um acordo para a atribuição de um prémio destinado a galardoar os trabalhos científicos sobre História Militar da Península Ibérica, entre os séculos IV a XVI, realizados por jovens investigadores menores de 35 anos.
No seguimento deste acordo, no passado dia 15 de Outubro de 2026, realizou-se a reunião do Juri da quinta edição do “Prémio Jovens Investigadores”, formado pelo Doutores; Francisco García Fritz, António Palma Ramalho, João Gouveia Monteiro, Miguel Gomes Martins e Tiago Paz, que decidiu, por unanimidade, outorgar o citado prémio à obra apresentada a concurso pelo Doutor Gonçalo M. Ramos, intitulada Christians and Muslims in the Western Maghrib: difining a zonal Frontier (AH 818/CE 1415 – AH 928/CE 1521).
A obra premiada foi a tese de douramento do autor, orientada pelo Professor Doutor Hermenegildo Nuno Goinhas Fernandes, apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em Julho de 2024, e aprovada por unanimidade e com classificação máxima.
Trata-se de um trabalho profundamente original, que permite “ver desde dentro” o norte de África do século XV e início do século XVI, no período posterior à conquista de diversas praças-fortes por parte dos Portugueses. O estudo traz à luz o impacto da presença militar cristã no território do Magreb ocidental, tanto na sub-fronteira setentrional, como na fronteira mais meridional (menos conhecida).
A obra destaca-se pela sua excelente organização interna e sustenta-se numa ampla e atualizada bibliografia internacional, assim como numa notável quantidade de fontes (cristãs e muçulmanas) cuja interpretação permite ao autor formular novos conceitos (como os de “campo exterior” ou “fronteira zonal”) e estabelecer, desde uma perspectiva problematizadora e pioneira, um vínculo decisivo entre a história política e social, de um lado, e a história militar convencional, por outro.
O Júri considerou o amplo alcance da aportação historiográfica da obra, tanto pela amplitude temática e cronológica, como pela complexidade do fenómeno estudado e capacidade de integrar perspectivas políticas, militares, territoriais, sociais e culturais. A proposta historiográfica deriva de uma interpretação da presença Portuguesa no Magreb Ocidental, que supera as perspectivas tradicionais centradas na conquista e expansão ultramarina, posicionando-a num marco mais amplo das sociedades fronteiriças medievais, contribuindo assim para uma nova compreensão das relações entre cristãos e muçulmanos de ambos os lados do Estreito.
O Júri decidiu ainda conceder uma Menção Honrosa à obra apresentada por Pedro Garcia Goulart, intitulada “Por quanto esteuera no palanque ataa o Recolhimento do Infante dom Anrrique” Perdão régio e serviço militar no Portugal de Quatrocentos: Os Indultos da Campanha de Tangêr (1437). Este trabalho corresponde à sua tese de Mestrado em História Medieval apresentada na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa em 2025.
Este trabalho, destaca-se pela sua madura exposição historiográfica, pela utilização de um corpo documental bem definido e por uma capacidade apreciável de formular problemas históricos relevantes e originais, como são as relações entre justiça, violência e o serviço militar, na monarquia Portuguesa do século XV.
Parabéns aos investigadores distinguidos!